Um estudo do MapBiomas apontou que cerca de 15% do crédito rural público concedido entre 2019 e 2025 foi destinado a imóveis com algum tipo de alerta de desmatamento ou degradação da vegetação nativa. Ao todo, foram identificadas 831 mil operações, que somam R$ 92,4 bilhões.
No período, o crédito rural público movimentou R$ 613,18 bilhões.
O levantamento esclarece que um alerta ambiental não significa, automaticamente, irregularidade ou desmatamento ilegal. A legislação brasileira permite a supressão de vegetação em determinadas situações, desde que haja autorização dos órgãos competentes.
Já áreas oficialmente embargadas por órgãos ambientais não podem receber crédito rural.
A partir de janeiro de 2027, entram em vigor novas regras do Conselho Monetário Nacional (CMN), que obrigarão as instituições financeiras a cruzarem dados de satélite antes da liberação do crédito rural, ampliando os mecanismos de controle socioambiental.
Enquanto isso, bancos afirmam que já utilizam bases oficiais, monitoramento geoespacial e ferramentas próprias para impedir financiamentos em áreas protegidas ou com desmatamento ilegal.
Crédito: Redação Tribuna do Guaçu, com informações da Agência Brasil.