O custo da cesta básica aumentou em 17 capitais brasileiras durante o mês de junho, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A maior alta foi registrada em Boa Vista (3,28%), seguida por Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%). Já as maiores quedas ocorreram em João Pessoa (-3,97%), Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%).
Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento estão o feijão, que ficou mais caro em todas as capitais pesquisadas, além do arroz agulhinha, da carne bovina de primeira e do leite integral.
São Paulo registrou a cesta básica mais cara do país em junho, com custo médio de R$ 965,47.
O aumento da cesta básica reduz o poder de compra das famílias, principalmente das que destinam grande parte da renda para alimentação. A alta dos alimentos também pressiona a inflação e dificulta o equilíbrio do orçamento doméstico.
O Dieese estima que, para cobrir todas as despesas básicas previstas na Constituição, o salário mínimo necessário em junho deveria ser de R$ 8.110,92, cerca de cinco vezes o valor do salário mínimo vigente, de R$ 1.621.
A evolução dos preços dos alimentos continuará sendo acompanhada nos próximos meses. A expectativa é que fatores como clima, produção agrícola e oferta de produtos influenciem o comportamento da cesta básica ao longo do segundo semestre.
Redação Tribuna do Guaçu com informações da Agência Brasil.