Esporte e saúde mental: ONU quer transformar Copa do Mundo em legado para jovens

Organização defende o futebol como ferramenta de inclusão e bem-estar, enquanto especialistas alertam para os impactos das apostas esportivas na saúde mental.

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© ONU/ Divulgação

O que aconteceu

A Organização das Nações Unidas (ONU) promove nesta sexta-feira (17), em Nova York, um encontro para discutir como a Copa do Mundo de Futebol pode contribuir para a promoção da saúde mental entre crianças, adolescentes e jovens.

O evento reúne representantes de governos, sociedade civil, iniciativa privada e organizações esportivas para debater ações que utilizem o futebol como ferramenta de inclusão, pertencimento e desenvolvimento social.

Por que importa

Segundo a ONU, uma em cada sete pessoas entre 10 e 19 anos convive com algum problema de saúde mental. Estudos citados pela organização apontam que a prática de esportes coletivos está associada à redução dos índices de ansiedade e depressão, embora muitos jovens ainda enfrentem dificuldades para acessar essas atividades.

No Brasil, outro tema preocupa especialistas: o crescimento das apostas esportivas (bets).

Dados da fintech Klavi indicam que, durante a atual Copa do Mundo, R$ 944 milhões foram movimentados para casas de apostas, sendo R$ 17,9 milhões apenas na quinta-feira (16).

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) alerta que grandes eventos esportivos aumentam a exposição da população à publicidade das bets, o que pode estimular apostas impulsivas e agravar problemas financeiros e emocionais.

O que vem agora

A ONU pretende fortalecer iniciativas que utilizem o esporte como instrumento de promoção da saúde mental e da inclusão social.

Para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, representantes do evento também defendem que o torneio deixe um legado no enfrentamento à violência contra as mulheres.

Enquanto isso, o Ministério da Saúde ampliou a oferta de atendimento para pessoas com transtornos relacionados ao jogo compulsivo e reforça o alerta para os riscos do uso excessivo das plataformas de apostas.

Redação Tribuna do Guaçu
Com informações da Agência Brasil.