Comércio passa a depender de acordo para funcionar em feriados

Nova regulamentação exige convenção coletiva para a maior parte do comércio, mas mantém autorização permanente para setores considerados essenciais.

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© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O que aconteceu

O Ministério do Trabalho e Emprego publicou uma nova regulamentação que altera as regras para o funcionamento do comércio em feriados. A partir de agora, empresas do setor só poderão abrir nessas datas quando houver previsão em Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) firmada entre sindicatos de trabalhadores e empregadores.

A medida é resultado de negociações realizadas ao longo de três anos entre governo, representantes dos trabalhadores e do setor empresarial.

Por que importa

A nova regra acaba com a possibilidade de o empregador decidir sozinho sobre a abertura do comércio em feriados para as atividades abrangidas pela norma.

Ao mesmo tempo, o governo manteve a autorização permanente para setores considerados essenciais ou de interesse público, como farmácias, postos de combustíveis, hotéis, restaurantes, bares, padarias, salões de beleza, feiras livres, lavanderias e serviços funerários.

Já supermercados e grande parte do comércio varejista dependerão de negociação coletiva para funcionar nesses dias.

O que vem agora

A regulamentação entra em vigor imediatamente e futuras mudanças na lista de atividades autorizadas a funcionar em feriados serão analisadas por uma comissão formada por representantes do governo, trabalhadores e empregadores.

A expectativa é que sindicatos e empresas ampliem as negociações para definir as condições de funcionamento do comércio durante os feriados.

Redação Tribuna do Guaçu, com informações da Agência Brasil.