Queda da ureia e alta dos fosfatados mudam estratégia de compra para a safrinha
Preços internacionais seguem trajetórias diferentes e influenciam o planejamento dos produtores para a próxima safra.
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O mercado brasileiro de fertilizantes apresenta um cenário de contrastes. Enquanto a queda dos preços da ureia abriu uma janela para compras de fertilizantes nitrogenados, os fosfatados continuam pressionados pela oferta restrita e pelo alto custo do enxofre, influenciando as decisões dos produtores rurais.
O que aconteceuDados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil importou 15 milhões de toneladas de fertilizantes até maio, volume 1,5% menor que no mesmo período de 2025.
A retração foi puxada principalmente pela menor entrada de fertilizantes nitrogenados e fosfatados. Já os potássicos registraram aumento nas importações.
Por que importaA queda da ureia melhora a relação de troca para produtores que ainda não fecharam as compras da safrinha. Em contrapartida, os fertilizantes fosfatados permanecem com preços elevados devido ao alto custo do enxofre e às restrições na oferta global.
Segundo o analista Wharlhey Nunes, da Consultoria Agro do Itaú BBA, ainda há tempo para acompanhar o comportamento do mercado antes da definição da estratégia de adubação.
O que vem agoraA expectativa é que as compras avancem no segundo semestre, conforme se aproxima o plantio da safrinha. Especialistas avaliam que os nitrogenados tendem a permanecer mais competitivos, enquanto os fosfatados devem continuar pressionados no curto prazo.
Redação Tribuna do Guaçu
Com informações da Consultoria Agro do Itaú BBA e da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).