Golpe do "chefe falso" preocupa empresas e facilita roubo de dados sigilosos

Grupo de cibercriminosos usa engenharia social para acessar sistemas corporativos sem instalar vírus e realizar extorsões milionárias.

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Golpe do "chefe falso" preocupa empresas e facilita roubo de dados sigilosos
Fonte: Gerado por IA

O que aconteceu

Especialistas em cibersegurança alertaram para a atuação de um novo grupo criminoso, conhecido como Helix, que tem utilizado um golpe baseado em engenharia social para invadir sistemas de empresas e roubar informações confidenciais.

Segundo a empresa de cibersegurança ReliaQuest, os criminosos entram em contato com funcionários se passando por gestores ou superiores da empresa. Durante a ligação, alegam uma situação urgente e orientam a vítima a acessar um site e inserir um código, permitindo o acesso remoto aos sistemas corporativos.

Com isso, os invasores conseguem acessar plataformas como o SharePoint e copiar grandes volumes de dados sem utilizar malwares ou ransomware, dificultando a detecção pelos sistemas tradicionais de segurança.

Por que importa

O principal risco desse tipo de ataque está no fator humano. Como a invasão depende da manipulação psicológica da vítima, antivírus e outras soluções convencionais muitas vezes não conseguem identificar a fraude.

Outro ponto de atenção é a velocidade da ação. Em alguns casos analisados pelos pesquisadores, todo o processo — da ligação ao roubo dos arquivos — foi concluído em menos de uma hora, reduzindo o tempo de reação das equipes de tecnologia.

Após obter os dados, os criminosos podem utilizá-los para extorsão, exigindo pagamentos milionários para não divulgar informações confidenciais da empresa.

Como as empresas podem se proteger

Especialistas recomendam que as organizações adotem medidas como:

  • Treinar funcionários para reconhecer tentativas de engenharia social.
  • Confirmar solicitações incomuns por outro canal antes de executá-las.
  • Restringir o acesso a sistemas corporativos apenas a equipamentos gerenciados pelo setor de TI.
  • Monitorar downloads em grande volume e acessos fora do padrão.
  • Bloquear o acesso a sites suspeitos ou recém-criados.

Também é importante reforçar políticas de autenticação e revisar constantemente os procedimentos internos de segurança.

O que vem agora

Com o crescimento de ataques baseados em engenharia social, especialistas avaliam que a conscientização dos colaboradores será tão importante quanto os investimentos em tecnologia.

A tendência é que empresas reforcem treinamentos e mecanismos de autenticação para reduzir o risco de invasões que exploram a confiança dos funcionários, em vez de vulnerabilidades técnicas.

Redação Tribuna do Guaçu

Com informações da ReliaQuest e do TecMundo.


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