Sociobioeconomia movimenta R$ 2,7 trilhões e ganha espaço no mercado financeiro
Modelo baseado na preservação da floresta e no desenvolvimento sustentável amplia acesso ao crédito e fortalece comunidades tradicionais
Anny Carolina Rocha usou crédito para mudar o negócio baseado na árvore da castanha de baru - COPABASE/Divulgação
A sociobioeconomia, modelo que alia geração de renda à preservação dos recursos naturais, movimenta atualmente R$ 2,7 trilhões, o equivalente a 25,3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Praticada principalmente por comunidades indígenas, quilombolas e agricultores familiares, a atividade produz alimentos, óleos, sementes, madeira de manejo sustentável e outros produtos por meio do uso responsável dos recursos naturais.
O setor vem ganhando força com políticas públicas voltadas à transformação ecológica e com o aumento do interesse de investidores em projetos sustentáveis.
Por que importaO crescimento da sociobioeconomia demonstra que é possível conciliar desenvolvimento econômico, geração de emprego e preservação ambiental. Além de fortalecer comunidades tradicionais, o modelo contribui para reduzir os impactos das mudanças climáticas e incentivar práticas produtivas sustentáveis.
Apesar do avanço, especialistas apontam que o acesso ao crédito ainda é um dos principais desafios para pequenos produtores e cooperativas.
O que vem agoraUma parceria entre a Conexsus, o Instituto Clima e Sociedade (iCS) e o Banco do Brasil pretende ampliar o financiamento ao setor. A meta do programa Implementa Sociobio é disponibilizar R$ 5 bilhões em crédito até 2030, fortalecendo cadeias produtivas sustentáveis em diferentes regiões do país.
Redação Tribuna do Guaçu, com informações da Agência Brasil.
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