A candidata de direita Keiko Fujimori é a virtual presidente eleita do Peru após a conclusão da apuração de 100% das urnas. Segundo a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), ela obteve 50,135% dos votos, contra 49,865% do candidato de esquerda Roberto Sánchez.
A diferença final foi de 49.641 votos, confirmando um dos pleitos mais disputados da história recente do país. Apesar da apuração concluída, o resultado ainda precisa ser oficializado pelo Jurado Nacional de Eleições (JNE), previsão para ocorrer até 3 de julho.
Roberto Sánchez afirmou que pretende contestar o resultado e pediu a recontagem dos votos, alegando supostas irregularidades, principalmente na votação de peruanos residentes no exterior.
Especialistas em direito eleitoral consultados pela imprensa peruana afirmam, no entanto, que os recursos apresentados têm poucas chances de alterar o resultado final.
Em pronunciamento após assumir uma vantagem considerada irreversível, Keiko Fujimori afirmou que pretende trabalhar pela reunificação do país.
"Estamos conscientes de que o Peru está dividido, praticamente partido ao meio."
A declaração ocorreu antes da confirmação oficial do resultado pela Justiça Eleitoral.
A eleição acontece após anos de forte instabilidade institucional no Peru. Nos últimos oito anos, o país teve oito presidentes, marcados por impeachments, renúncias, prisões e governos interinos.
A vitória de Keiko representa uma mudança no comando político, encerrando o período de governo da esquerda e fortalecendo o avanço de governos de centro-direita e direita na América do Sul.
O resultado reforça a mudança no cenário político sul-americano e pode influenciar temas como integração regional, economia, segurança e relações diplomáticas entre os países da região.
Redação Tribuna do Guaçu, com informações do g1 e de agências internacionais.
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