A Rússia anunciou a suspensão das exportações de diesel até 31 de julho. A medida foi adotada após uma série de ataques ucranianos contra refinarias e instalações do setor de petróleo, que reduziram a capacidade de produção de combustíveis no país.
Segundo o governo russo, o objetivo é garantir o abastecimento interno, diante de relatos de escassez e aumento da demanda. Dados de consultorias locais apontam que a produção de derivados caiu 25% em junho, enquanto as exportações de petróleo bruto recuaram 15%.
O vice-primeiro-ministro Alexander Novak afirmou que o veto deve ampliar a oferta de diesel no mercado doméstico enquanto a Rússia tenta estabilizar o setor energético.
O Brasil está entre os principais compradores de diesel russo. Em maio, o combustível respondeu por cerca de 75% das importações brasileiras de diesel, produto que representa aproximadamente 30% do consumo nacional.
Embora o impacto imediato sobre preços e abastecimento seja considerado limitado, uma eventual prorrogação da suspensão ou o agravamento das tensões internacionais poderá afetar a oferta global de combustíveis e pressionar os preços no mercado brasileiro.
A expectativa do mercado é acompanhar se a Rússia manterá o veto apenas até o fim de julho ou se a restrição será estendida. O cenário também dependerá da evolução do conflito entre Rússia e Ucrânia e de outros fatores geopolíticos que influenciam o mercado internacional de petróleo.
Redação Tribuna do Guaçu com informações da Folha de S.Paulo e Brasil 247.