Onda de calor extrema deixa cerca de mil mortos na França em três dias

Temperaturas acima de 44°C quebraram recordes históricos e reforçam alertas sobre os efeitos das mudanças climáticas na Europa

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Onda de calor extrema deixa cerca de mil mortos na França em três dias
Socorristas recolhem corpo de pessoa que se afogou no canal Saint-Martin, em Paris, após autoridades liberarem banho em função do calor extremo Foto: Tom Nicholson/REUTERS

Temperaturas acima de 44°C quebraram recordes históricos e reforçam alertas sobre os efeitos das mudanças climáticas na Europa

O que aconteceu?

A França registrou um excesso de aproximadamente mil mortes em apenas três dias durante a intensa onda de calor que atinge a Europa. Segundo o Ministério da Saúde francês, o aumento ocorreu entre os dias 24 e 26 de junho, período marcado por temperaturas recordes em diversas regiões do país.

O dia 23 de junho entrou para a história como o mais quente já registrado na França desde o início das medições meteorológicas. Na cidade de Pissos, os termômetros alcançaram 44,3°C.

Por que importa?

A maioria das vítimas tinha mais de 65 anos, representando cerca de 85% das mortes registradas no período. O aumento dos óbitos foi observado em hospitais, casas de repouso e residências, especialmente entre pessoas que vivem sozinhas.

Especialistas alertam que eventos extremos como esse tendem a se tornar mais frequentes e intensos devido ao aquecimento global. A atual onda de calor também provocou cancelamentos de eventos, sobrecarga nos serviços de saúde e riscos adicionais à população vulnerável.

O que vem agora?

Embora as temperaturas tenham começado a recuar em algumas regiões francesas, autoridades seguem monitorando os impactos da onda de calor. Os números ainda são preliminares e podem aumentar à medida que novos registros forem consolidados.

Organizações internacionais e cientistas reforçam que a adaptação das cidades e a redução das emissões de gases de efeito estufa serão fundamentais para enfrentar eventos climáticos cada vez mais severos nas próximas décadas.

Fonte: Ministério da Saúde da França, Organização Meteorológica Mundial e agências internacionais.


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