A vida é breve, entre o ser e o findar,
Galeano lembra: tudo passa, não dura.
Neruda celebra a beleza que fulgura,
Clarice sussurra o mistério sem parar.
Na vantagem de ser bobo, um olhar singelo,
O escritor esquecido traz sua reflexão,
Entre risos e lágrimas, o tempo em confusão,
A efemeridade nos leva a um desvelo.
Como flores que desabrocham e se vão,
Como ondas que beijam a praia e se desfazem,
Assim é a vida, em seu eterno refrão.
Mas nesse fluir constante, encontramos paz,
Na fugaz existência, aprendemos a amar
E descobrimos que o efêmero também nos apraz.
1 Soneto escrito inspirado na poética das obras de Eduardo Galeano, Pablo Neruda e Clarice Lispector.
OBS.: M. Guaçu, em momento reflexivo dos meus 58 anos completados em 08 de setembro 2023.
Alberto Carlos Pascoaletto: Especialista em Filosofia e Autoconhecimento, Consultor Organizacional e
Professor Universitário, membro da Academia Guaçuana de Letras