O Brasil tem 213 barragens classificadas como prioritárias para gestão da segurança, segundo o Relatório de Segurança de Barragens 2026, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
Essas estruturas apresentam problemas de conservação ou não cumprem integralmente as exigências previstas na Política Nacional de Segurança de Barragens. Elas estão distribuídas por 19 estados e pelo Distrito Federal.
O relatório também mostra que, em 2025, foram registrados 18 acidentes e 23 incidentes envolvendo barragens no país. Apesar de não haver mortes, houve evacuação de áreas, além de danos em estradas, pontes e outras estruturas.
O levantamento reforça a necessidade de ampliar a fiscalização e os investimentos em prevenção para evitar tragédias como as registradas em anos anteriores.
Entre os setores, a mineração concentra o maior número de barragens consideradas prioritárias, com 55 estruturas (26% do total). Na sequência aparecem barragens destinadas ao abastecimento de água (51), irrigação (29) e regularização de vazão (20).
Outro ponto de atenção é que quase metade das barragens cadastradas no país ainda possui situação indefinida, dificultando o monitoramento e a adoção de medidas preventivas pelas autoridades.
O relatório também aponta redução no número de fiscais especializados. Pela primeira vez desde o rompimento da barragem de Brumadinho, em 2019, houve queda no efetivo dedicado exclusivamente à fiscalização, enquanto o déficit estimado é de pelo menos 221 profissionais.
A ANA encaminhará o relatório ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos e ao Congresso Nacional. A expectativa é que os dados sirvam de base para reforçar a fiscalização, ampliar o cadastro das barragens e fortalecer as ações preventivas, especialmente nas estruturas consideradas de maior risco.
Redação Tribuna do Guaçu
Com informações da Agência Brasil