Cuba pode enfrentar o maior apagão de sua história recente
Crise energética pode deixar até 72% da ilha sem eletricidade; infraestrutura precária e falta de combustível agravam o cenário.
Foto: Ernesto Mastrascusa/EFE
Cuba pode registrar o maior apagão dos últimos anos. Segundo a estatal Unión Eléctrica (UNE), até 72% do território pode ficar simultaneamente sem energia durante o horário de maior consumo.
A previsão supera o recorde da última semana, quando cerca de 71% da ilha ficou sem eletricidade. A situação piorou após uma nova paralisação da usina termelétrica Antonio Guiteras, principal geradora de energia do país, que já interrompeu suas atividades 17 vezes apenas em 2026.
Atualmente, a capacidade de geração é de cerca de 1.000 MW, enquanto a demanda pode chegar a 3.100 MW, obrigando cortes programados para evitar o colapso total da rede.
Por que importaA crise energética afeta diretamente a rotina da população. Em algumas regiões, incluindo partes de Havana, os moradores enfrentam apagões que ultrapassam 20 horas por dia, comprometendo serviços essenciais, comércio, transporte, abastecimento de água e atendimento na área da saúde.
O que vem agoraO governo cubano atribui a crise às restrições no fornecimento de petróleo e às sanções impostas pelos Estados Unidos. Já especialistas afirmam que o problema também é consequência de décadas de falta de investimentos, infraestrutura envelhecida e dificuldades no abastecimento de combustível.
Estudos apontam que seriam necessários entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões para modernizar o sistema elétrico e restabelecer um fornecimento estável de energia no país.
Redação Tribuna do Guaçu
Com informações da EFE.
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