14/05/2021 às 13h20min - Atualizada em 14/05/2021 às 13h18min

COVID-19: a operação disruptiva da natureza na consciência individual com impacto no coletivo universal

Imagem ilustrativa
PASCHOALETTO[1], Alberto C.
 
     Nobre leitor de CONSCIÊNCIA & VIDA, com sua devida licença para informar que esse texto não discorrerá na abordagem já exaustivamente exacerbada da mencionada 19 que constou em nosso título para contextualizar o texto filosófico pretendido nesse ensaio. Como já bem sabemos, oxalá, de todos os cantos que cada vez mais estamos testemunhamos (vivenciando mesmo) os fenômenos da natureza que em seus ventos (metafóricos) sopram as respostas (Bob Dylan) nos caminhos em que o homem andou, anda e andará... pois bem, chegou ao ponto em que precisamos entender que subir na escala da consciência (Espiritualidade) deixa de ser uma crença dogmática e ganha contorno de ordem pragmática para que cuidemos da parte imaterial do ser humano como imprescindível na linha do tempo da sobrevivência das espécies, e cá entre nós: Somos seres complexos formado pelas partes biopsicossocial com demandas emergentes para uma nova parte “disruptiva do materialismo” a espiritual; assim na mente, no pensamento, no senso de orientação de conduta e do significado existencial do conhecimento, visto que por definição o Homem é um ser vivo, mamífero, bípede, dotado de sentimentos e uma inteligência. Gerenciar a vida em todos os seus diversos papéis existenciais, incluindo aqui na carreira/negócios o enfoque da espiritualidade que significa entender a complexa natureza humana, nas partes que forma um todo ético: Indivíduo / Espécie / Sociedade. Uma questão preliminar: Na era da informação vivemos uma sociedade do conhecimento.
     Mas, afinal: O que é o conhecimento senão o seguinte algoritmo em ordem crescente de ambivalência: dado (0/1); informação; comunicação; conhecimento e consciência. IMPORTANTE FRIZAR que essa acepção é de minha própria autoria, portanto não está vinculada neste texto com qualquer outra abordagem teórica que quando houver citarei a fonte.
     É aí que vejo todo o sentido na frase de Jean Paul Sartre: “A imagem não é uma coisa, um ato de Consciência”. Pois que a Imagem que se forma a partir do conhecimento, portanto passou pela questão binária 0/1 em intersecção com a sintaxe mental que é a compreensão da Verdade (fenômeno observável portanto meramente informativo) Justificada através da dialética analítica da hipótese de estudo dos polos cartesianos para concluir o conhecimento, fruto da orientação crítica e lucidez racional para se dizer saber à luz do conhecimento. Assim, gerenciar a vida, carreira e negócios implicava até meados de fevereiro de 2020 uma concepção puramente racional do conhecimento crítico, mas dessa vez há indícios de um ponto de ruptura imposta pela natureza demandando uma nova concepção “disruptiva” de Homem Complexo. Do biopsicossocial para biopsicossocial-espiritual através do despertar para um novo nível de Consciência do ser que pensa e repensa sua existência e sua essência, portanto reflexivo e não refratário. Agora, na vida na carreira (quem é empregado) e negócios (quem é empresário) essa disruptividade implica dizer que a performance se transforma a performance num fardo pesado (performance aqui entendida como competição, rivalidade, exemplo: A x B) agora as novas demandas são para o potencial (potencial aqui entendido como desejo de colaboração, que só é alcançada em nível de consciência plena do conhece-te a si mesmo) e isso depende do equilíbrio de forças da autoestima e autorrealização.
     Neste ponto, percebo uma grande manifestação da subjetividade existencial, que procura a realização pessoal, integrando vida e trabalho, harmoniosamente. Porém, a objetividade proposta pela crença no objeto de análise (currículo) acaba constituindo a referência ao pensar repetitivo, mecanicista até. Nesse caso, o trabalho torna-se um fardo que será carregado ao longo da vida. Portanto, aqui entende-se que a espiritualidade na gestão da carreira é a transcendência do conhecimento para a materialização de projetos de vida sustentáveis e de autorrealização do Homem que pensa. Ao pensar aprimora-se sua força de busca, aprende-se a promover o nascimento da realidade: pensar é ser espiritualista e significa permanecer junto ao pensamento, pronto para mudança de atitudes, a partir de uma verdade que se justifica.
    O pensamento então gera atitude e o Homem com atitude é um vencedor nato, pois que sua tabula rasa será preenchida senão pela subjetividade modeladora da realidade e constata-se a transcendência de todos os limites da objetividade dos “Milagres”. Gerenciar a própria carreira centrado no modelo espiritual significa entender as partes que formam o todo da complexa visão holística da natureza humana e compreender que Homens são muito mais do que máquinas, como já dizia Charles Chaplin:
     “Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido”.
     Conhecer seus próprios limites é uma fronteira do altruísmo. Quando digo primeiro pense em você, pare egoísta, não? Vejamos que o altruísmo virá como conseqüência do conhecimento de si mesmo, para ajudar o próximo. Então o altruísmo será simplesmente a natureza realizadora do autoconhecimento.
     A grande diferença entre Espiritualidade e Religiosidade é que na Espiritualidade o Egoísmo do Ser que pensa, que realiza e é realizado não deixa vazão para a meditação do sentimento de culpa, do caminho árduo que purifica o Homem, como prega a religião.
    E, para finalizarmos nosso texto embalados neste verso da canção, traduzido do inglês acima preambulada: “Quantos caminhos há de um homem percorrer antes de se dizer que ele é um homem? Sim, e quantos mares há de uma pomba branca navegar antes de adormecer nas areias? Sim, e quantas vezes voarão as bolas de canhão antes de serem proibidas para sempre?
   A resposta, meu amigo, sopra no vento. A resposta sopra no vento”.
 
 
 
 

[1] Professor Universitário, com graduação em Ciências Jurídicas e Sociais; pós-graduação em Gestão Empresarial, Psicologia Organizacional e do Trabalho; Mestrando em Desenvolvimento Sustentável e Qualidade de Vida.
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Alberto Carlos Paschoaletto é Professor Universitário, graduado em Ciências Jurídicas e Sociais; pós-graduação em Gestão Empresarial, Psicologia.

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