21/09/2021 às 10h35min - Atualizada em 21/09/2021 às 10h29min

O sentido da vida: Uma abordagem atual, lúcida e significativa para Histórias de finais felizes!

“O Caminho da Felicidade” nos ensinou que a real felicidade é a própria jornada para quem busca o autoconhecimento e a autorrealização. (Foto internet)
PASCHOALETTO[1], Alberto C.

SOMBRAS E LUZES: TALVEZ UM MAPA NO CAMINHO
Pensar o sentido da vida é explorar um tema obscuro e desafiador, principalmente porque cogitamos uma abordagem de enfrentamento ao próprio ego e encontrar o caminho que leva para dentro de si já é um processo doloroso e complicado.
 Não existe um mapa para mostrar o caminho mas não é por isso que ele deixa de existir. Normalmente pensamos que devemos perseguir nossos objetivos e metas, mas o caminho para fora é como se estive lá o tempo todo e existem muitas direções e rotas que muitas vezes sem conexão com a própria trajetória escolhida e há no entanto motivos para continuar falando sobre eles pois que em um alvo as metas precisam ser encontradas e metas são necessárias para a realização e não o caminho, pois que a esse é atribuído o meio para ligar um ponto de partida que já está traçado. Na realidade, a vida nos deixa sempre como que completamente perdidos pois o caminho no trecho do interior de si segue um traçado que de repente encontra quando no percurso exterior se perde em meio aos muitos outros caminhos e rotas alternativas que a vida está lá.
 
A VIDA COMO FIO DE ARIADNE E O ACASO COMO PROFESSOR
Mas isso não é uma ilusão da verdade, porque a meta e o caminho não são duas coisas e o Interior se liga ao Exterior e na verdade o próprio caminho se torna a meta ou o inverso. É bom pensar que o primeiro passo também é o último, porque caminho e a meta não são duas coisas. (“Sobre o caminho e a meta - Osho”)
O caminho, quando você passa por ele se transforma em alvo. DICA DE OURO: O mais importante é não pensar no objetivo. Uma boa ideia é viver o caminho pois é nele que se encontra o fio de Ariadne, termo usado para descrever o método de resolver um problema no qual se pode aplicar uma variedade de métodos óbvios como por exemplo entrar no labirinto com um fio que se desenrola durante o percurso para dentro, garantindo um retorno certo ao ponto de origem. Podem ser resolvidos problemas de lógica pela linha de Ariadne, o labirinto é apenas um arquétipo.
O fio de Ariadne é um processo indutivo assim como o Tentativa-e-Erro outro método de resolução de problemas, mas do ponto de vista racional se aplica quando métodos dedutivos falham.
 Do ponto de vista filosófico é método de processamento lógico e único que se utilizado permite seguir completamente o rastro de pistas ou absorver gradativamente uma série de verdades descobertas até chegar ao ponto final de que necessita percorrer entre suas extremidades que ligam Essência (interior) com a Existência (Exterior)  e esse caminho muitas vezes é chamado de acaso, mas incrivelmente o acaso sempre é protetor do caminheiro que faz dele mesmo parte de um universo cósmico e de seu desígnio mais vasto ou no campo do divino (Eu Interior). OBS.: Para se aprofundar mais, click no link e leia esse outro texto: A busca de si mesmo no caminho estético da Prosperidade: Existem sistema de sinais? - PORTAL TRIBUNA DO GUAÇU (portaltribunadoguacu.com.br)
 
 
um sentido para pensar a vida!
No entanto, grande parte das discussões filosóficas questiona a necessidade desta associação. Com uma atenção orientada à inevitabilidade da morte, parece muitas vezes tornar a questão do sentido da vida problemática, mas não é óbvio que a imortalidade pudesse fazer a diferença entre o sentido e a sua ausência de vida. Mas, será que faz sentido pensar num sentido para a vida?
Embora as nossas vidas não tenham sentido, pelo menos aparentemente, defendem que devemos viver como se tivessem o sentido, afinal o caos parece mais organizado do que imaginamos. Quando diante do espelho perdem-se as referências da própria identidade, dos valores para muitos é mais fácil virar as costas ao espelho para procurar sentido na vida em lugares que estão fora de si e a prática do hedonismo e do consumo é como uma droga. OBS.: Para se aprofundar mais, click no link e leia esse outro texto: O imperativo do diferente nos constructos identitários – Eis a grande condenação do Ser: Assumir sua Liberdade na relação com o outro. - PORTAL TRIBUNA DO GUAÇU (portaltribunadoguacu.com.br)
Uma dificuldade significativa que rodeia este tópico é a falta de clareza do próprio tema, e as comparações que podemos fazer com outros contextos nos quais procuramos encontrar um sentido tendem a aumentar a confusão. Quando procuramos o sentido de palavras ou frases tentamos averiguar a forma como normalmente são usadas para comunicar. Porém, a vida não é um elemento num sistema de comunicação nem deve ser sonhada como uma Utopia. Nada indica que seja usada ou que sirva para representar alguma coisa para além de si própria. Em certas circunstâncias, também falamos sobre o sentido de elementos não linguísticos: as pegadas indicam a presença de alguém; as pintas vermelhas na pele de uma criança significam que tem sarampo. No entanto, as analogias com estes usos da palavra “sentido” não ajudam a responder nossa pergunta. Com todas as muitas rotinas do dia a dia e as preocupações que delas de propagam sobre questões aplicada ao sentido da vida e, particularmente às nossas próprias vidas.  Muitas vezes o próprio objeto da pergunta vai-se transformando ao longo da vida a resposta. OBS.: Para se aprofundar mais, click no link e leia esse outro texto: Perdas e ganhos no caminho para dentro de si: Propósito de vida e trabalho - PORTAL TRIBUNA DO GUAÇU (portaltribunadoguacu.com.br)
 
VIDA E MORTE COMO ORIGEM E DESTINO DE UM MESMO CAMINHO
Portanto, indagar o sentido da vida é como estar preparado para a contemplação da morte. Assim como Schopenhauer (1851) e Tolstoi (1886), esse problema decorre do fato de que nossas vidas terminam em morte. No entanto, como alguns filósofos apontaram, a conexão entre nossa finitude e o sentido da vida é intrigante. Se a suposição de que morreremos um dia afasta o sentido da vida porque então aceitar que viver para sempre seja uma melhor resposta?
Partindo desse ponto de vista filosófico a explicação é que existe conexão entre o pensamento da morte para dar sentido à vida é que, quando “enfrentamos nossa própria morte” destruímos nossos ideais de felicidade. Se a felicidade em sua vida é a meta ela não estará no caminho, pois mesmo que esteja não será percebida, não passa de um mero e insignificante ponto perdido no horizonte da estrada. Mas, se a meta é a morte o caminho abre-se como fim e viver se transforma em estrada e assim não precisamos alcançar a felicidade com grandes metas ou grandes projetos, seu alcance é suficiente sem grandes conquistas.
 
ACEITE DE UMA VEZ: NÃO EXISTE FINAIS FELIZES!
A felicidade existe sim, mas não está fora de nós, como um destino lá longe... quando eu me aposentar, quando eu conseguir... quando eu encontrar um tempo, ela é o próprio caminho onde estamos o tempo todo e raras vezes a encontramos, afinal pensando que era o destino, se dissolveu na paisagem da estrada da vida. Triste mas de tanto saber, desde quando fomos letrados, que a felicidade é um pote de ouro do clamor máximo de todo indivíduo, mas também se transformou no problema central máximo da humanidade. Huberto Rohden no excelente livro “O Caminho da Felicidade” nos ensinou que a real felicidade é a própria jornada para quem busca o autoconhecimento e a autorrealização. No entanto, fixar a ideia de que a felicidade é um pote de ouro disponível no fim da estrada transforma a felicidade em Utopia e sempre será impossível de ser alcançada. Em sua proposta filosófica para o sentido da vida Rohden nos ensinou a arte da transcendência, em suma, ele propôs que a verdadeira felicidade não é a posse. Sua proposta central é não ser possuído pela ideia do destino, pois assim sendo perderemos ela durante toda a trajetória para somente encontrá-la no derradeiro destino. Para contextualizar esse sentido do pensamento, em DALAI LAMA:
“Os homens me surpreendem... Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro, e vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido”.
Desse modo o propósito da vida é visto por ele como reconhecer a finitude da vida frente ao destino que é a Morte, pode-se então considerar que os benefícios de ser possuidor da vida é que não seremos possuído pelas coisas e assim estaremos em liberdade contínua na amplitude da promessa da vida que é a própria jornada que se renova em cada sopro de vida, cada canto dos pássaros e em todas as manifestações da Glória do Grande Arquiteto do Universo e que deixaremos para trás, no espelho retrovisor da vida rumo ao destino da morte, e, nem durante a vida e sem tempo para perceber sua presença no momento da morte. Enfim, qualquer fim é a transposição de um novo começo.... pensemos nisso!
 
 
Alberto Carlos Paschoaletto
Coluna: (CONS)CIÊNCIA & VIDA
                                                                                                  Caminho Livre pelo Pensar Filosófico.
                                                                                                       Jornal Tribuna do Guaçu
 
 
 
[1] Professor Universitário, com graduação em Ciências Jurídicas e Sociais; pós-graduação em Gestão Empresarial, Psicologia Organizacional e do Trabalho; Mestrando em Desenvolvimento Sustentável e Qualidade de Vida.
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(CONS)CIÊNCIA & VIDA

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Alberto Carlos Paschoaletto é Professor Universitário, graduado em Ciências Jurídicas e Sociais; pós-graduação em Gestão Empresarial, Psicologia.

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