07/07/2021 às 11h39min - Atualizada em 07/07/2021 às 11h34min

O argumento do desígnio frente a frente com o retorno do normal – PORVIR eis o imperativo categórico dos tempos atuais!

PASCHOALETTO[1], Alberto C.
    Nobre leitor, em nosso tema reflexivo de hoje dialogaremos o simbolismo do 9 de Julho, que na sua essência é uma homenagem aos heróis paulistas, dá época, que representaram o poder de um povo quando se mobilizaram na luta por seus ideais e nada mais reto que cultivemos a história como bom jardineiros que cuidam das raízes da árvore ancestral que em nosso caso nosso jardim simbólico atual que estamos falando é o Estado de São Paulo, mas que no mundo Complexo e Sistêmico da grande epopeia da evolução da nossa sociedade nos eixos Espaço/Tempo esse feriado pode ser descrito pelo algoritmo: Universo/Via Látea/Terra/América/Brasil/Sudeste/São Paulo/Revolução de 32. Pois bem, se já falamos do BANI (caso não saiba, sugiro pesquisar no Google na seguinte ordem cronológica: VUCA/MUVUCA/BANI e depois voltar para nosso texto, para que faça sentido falarmos sobre o imperativo categórico por traz de qualquer evento, para que não seja simplesmente um eco vazio de um dia sem trabalho (feriado), pois o grande princípio da filosofia é a busca pelo conhecimento para estarmos como soldados do conhecimento, só que em 2021, o nosso campo de batalha atende pelo nome de COVID-19 e estamos entre a cruz e a espada superando os primeiros obstáculos, como por exemplo a vacinação massiva,  e, o que fica evidenciado no título como Imperativo Categórico que é um conceito da filosofia desenvolvido pelo filósofo Immanuel Kant, que defendeu seu ponto de vista de juízos críticos que todo ser humano deve agir de acordo com princípios morais, o que para ele foi chamado de imperativo, como qualquer plano indicativo de que uma determinada ação deva ser posta em prática, sem que antes seja submetida ao crivo intelectual, do qual proponho como exemplo figurativo como fruto de uma análise composta por uma árvore de dois galhos, sendo o troco e raízes dessa árvore a Razão Pura, e dois grandes galhos: um do Juízo Ético e outro do Juízo Estético. Bom, nobre leitor, uma vez que geramos luz ao nosso tema desse texto e compreensão do título para entender de onde saímos e para onde estamos indo, do ponto de vista da leitura filosófica, podemos entender que estamos em momentos que prenunciam o retorno dentro de uma dimensão que podemos chamar de normal, do qual entendemos então que a premissa maior deste 9 de julho é para que possamos pensar sobre como devemos seguir nossas vidas frente as novas demandas de uma nova normalidade pois sabemos que a nossa compreensão de mundo agora é BANI e que nosso planeta está se reconfigurando, avassaladoramente, para um Novo Normal do qual a proposta central deste texto é pensarmos como criarmos uma nova cultura de normalidade que atenda a realidade da qual acredito ser desde quando eu era garoto: O Mundo BANI está cobrando caro sobre os protocolos sanitários, novas formas de ações em nossa convivência social que pelo menos, seja um mínimo aceitável para que consigamos superar esse primeiro estágio que é a PANDEMIA, do qual eu provoco as seguintes inquietações: Será que os ambientes de convivência com grande número de pessoas num mesmo espaço/tempo, tomemos como exemplo a escola onde seu filho estuda: Será que existem banheiros limpos e higienizados o tempo todo? Na minha época de criança, me lembro muito bem que faltava tudo: desde o papel higiênico, papel toalha, sabonete, aliás algumas portas dos banheiros nem existiam .... pois é, meu caro ... nossa revolução de 2021 é diferente de 1932, mas também guardam semelhanças entre si. Outra questão que me incomoda neste novo normal é: As mesas das praças de alimentação e as carteiras da escolas, enfim em qualquer espaço onde existe movimentação de senta/levanta de pessoas e aí vem mais uma pergunta para instigar o imperativo categórico em análise: Será que existe mão de obra suficiente para garantir a higienização de todos os locais, incluindo os corrimãos e fechaduras de portas, e, também outra provocação: como serão organizadas as filas do intervalo, no caso das escolas, e, como será a gestão comportamental para uma mudança nos hábitos dessas crianças se eu tenho visto e você também deve estar vendo, cá entre nós, meu nobre leitor... que uma grande parte da população nem ao menos está utilizando a máscara, assim não existe educação que vem do berço, pois nossa revolução VUCA/MUVUCA/BANI está aí e continuará com outras ondas de mudanças tais como a falta d´água, aquecimento global e tantos outros efeitos a causas que já vem sendo alertada por cientistas e estudiosos e também retratado pelos filmes cada vez mais pensados com base em fundamentação científica. Pois bem, no caso das escolas quero ressaltar todo o empenho dos zeladores, pessoal da limpeza, professores, equipes de secretaria e inspetores de alunos, mas, até onde estamos conscientes do que é a nossa realidade? O mundo atual, globalizado, nos dá uma dimensão planetária da vida quando somos ameaçados pela morte e atualmente, desde o começo desse ano tem um nome: COVID-19, enfim, somos cidadãos do Planeta, e, do ponto de vista amplo de Eduardo Galeano, coletivamente formamos um mar de fogueiras, tais como somos seres de luz, pois cada qual possui sua luz própria brilhando, única, em sua identidade. Nesse sentido, faz-se necessário articular a Educação como um direito universal do indivíduo e como alicerce social indispensável para o exercício da cidadania, despertando uma consciência local e global. Na Educação Básica, é necessário considerar as práticas do educar e a ética do cuidar, para recuperar nela, educação, sua função social, pois como prática social a sua abordagem deve ser baseada na pessoa do educando, pessoa em formação na sua essência humana que precisa ganhar sua luz própria, por fazer parte de um coletivo planetário e local, ao mesmo tempo em que será chamado futuramente a colaborar para o bem estar da própria coletividade humana. Faz, então, sentido que a educação deve estar fundamentada como prática social através do estímulo do exercício consciente da cidadania e na dignidade da pessoa, o que pressupõe despertar uma consciência no educando para valores como igualdade, liberdade, pluralidade, diversidade, respeito, justiça social, solidariedade e sustentabilidade, para que assim também possa ser uma fogueirinha que vista na ampla dimensão planetária, despertar-se-á como luz em sua própria identidade global e local. Cabe, ainda, destacar que esses valores tornam-se questão basilar da educação como prática social onde a riqueza dos valores e das diferenças é manifestada pelos sujeitos do processo educativo, em seus diversos segmentos, de acordo com o tempo e o contexto no espaço sociocultural numa relação de plena confiança e respeito. E, para que cada pessoa tenha sua identidade é importante destacar o direito de toda pessoa ao seu pleno desenvolvimento, à preparação para o exercício da cidadania e à qualificação para o trabalho, enfim, para tornar-se fogueirinha é preciso reconhecer o direito de toda pessoa ao seu pleno desenvolvimento e sua preparação para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. Assim, as palavras-chave da educação formadora, centrada na pessoa, são: Revelação; Transformação; Enfrentamento; Desenvolvimento; para isso é sucinto reconhecer que o conjunto de valores e práticas que ajustam a produção, a socialização de significados no espaço social e cooperam fortemente para a construção de identidades socioculturais dos educandos, para assim abastecer as ditas fogueirinhas. Isto posto, salvo melhor opinião do leitor, o currículo escolar precisa difundir os valores fundamentais do interesse social, dos direitos e deveres dos cidadãos, do respeito ao bem comum e à ordem democrática, considerando as condições de escolaridade dos estudantes em cada estabelecimento, a orientação para o trabalho, à promoção de práticas educativas formais e os nãos formais. É importante também garantir padrão de qualidade, com pleno ingresso, inserção e conservação dos sujeitos das aprendizagens na escola. Para desenvolver uma identidade que seja fogueirinha, a escola deve ter qualidade social e adotar como centralidade o estudante e a aprendizagem. Integram-se para esforços em conjunto, o poder público, a família, a sociedade e a escola pela garantia a todos os educandos de um ensino ministrado de acordo com os princípios de: igualdade de condições de acesso, inclusão, permanência e sucesso na escola; liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas. Assim, embora eu já tenha falado e escrito esse assunto e essas considerações do meu ponto de vista pretendido ao longo dessa distopia entre o Real e o Ideal e também já escrevi sobre isso em etapas e modalidades do processo de escolarização onde se deveriam estruturar-se de modo orgânico, sequencial e articulado, de maneira complexa, embora permanecendo individualizadas ao longo do percurso do estudante, mas apesar das mudanças por que passam sem perder o que lhes é comum: as semelhanças e as identidades que lhe são inerentes, visto que o projeto político-pedagógico deve ser elaborado e executado pela comunidade do entorno e da convivência educacional para respeitar nos educandos seus tempos mentais, sócios emocionais, culturais e identitários e garantir que tenham a oportunidade de receber uma formação que corresponda à idade própria de percurso escolar. Consequentemente, os vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e do respeito mútuo em que se assenta a vida social devem iniciar-se na Educação Infantil e sua intensificação deve ocorrer ao longo da Educação Básica. Assim, espera-se que os sistemas educativos devem empenhar esforços para promover ações a partir das quais as unidades de Educação Infantil sejam dotadas de condições para acolher as crianças, futuras fogueirinhas, em estreita relação com a família, com agentes sociais e com a sociedade. Somente assim as fogueirinhas serão luzes percebidas enquanto a lua brilha formosa sem ofuscar cada qual seu brilho. Cabe, finalmente, concluir esse trabalho citando uma frase de Huberto Rohden “Todo o segredo da harmonia está na integração, em saber adaptar o seu próprio caráter e gênio ao caráter e gênio do outro, fazer de si um complemento do outro. Integrar não quer dizer identificar, como não quer dizer destruir; é completar”. Bom, com isso chegamos ao fim do nosso texto de hoje e que tenhamos todos nós mas consciência de que a Educação é uma coisa e o Letramento outra coisa, e, no mundo cada vez mais sistêmico onde as partes se relacionam em causa e efeito uma com as outras não dá mais para pensarmos simplistamente Educação e Letramento tudo junto e misturado em grades, sejam elas literalmente falando, ou nas curriculares... desde algum tempo existem ótimos trabalhos de Educadores, muitos brasileiros, com lavra intelectual e conceitual suficientes para mudarmos nosso jeitinho brasileiro de fazer educação.... pensemos, todos, nisso e ainda bem que temos muito o que fazer pelas nossas crianças, adolescentes e jovens e pelas famílias do qual todos orbitam e que ainda estamos com os eixos Espaço/Tempo ainda acelerados de uma certa forma administráveis, mas, para fecharmos nossa proposta: E quando estivermos entrincheirados no campo de Batalha pela vida, frente a tudo isso (Doenças, Tsunamis, Vulcões, Calor, Frio, Terremoto etc.) como dizem por aí no clichê: Tudo Junto e Misturado! Que Pensemos mais em profundidade, ou seja: Que aprendamos que um novo real exige uma nova concepção da razão crítica e dos juízos ético e estético. Pois então, aproveitemos o feriado para pensarmos mais sobre nosso texto provocativo que é esse o verdadeiro papel da FILOSOFIA, buscar o conhecimento e o primeiro passo é sair da caverna escura da ignorância de tudo aquilo que sabemos não saber ou então se sabemos, simplesmente não tomamos nenhuma atitude de enfrentamento! Quem tem ouvidos que ouça e olhos que vejam, a verdade está aí... o tempo todo soprando através dos ventos, como cantava o poeta!   
Pensemos nisso!
 
 
 

[1] Professor Universitário, com graduação em Ciências Jurídicas e Sociais; pós-graduação em Gestão Empresarial, Psicologia Organizacional e do Trabalho; Mestrando em Desenvolvimento Sustentável e Qualidade de Vida.
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Alberto Carlos Paschoaletto é Professor Universitário, graduado em Ciências Jurídicas e Sociais; pós-graduação em Gestão Empresarial, Psicologia.

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